o olhar do designer

O tema recorrente sobre o “olhar” do designer torna-se intrigante com o tempo. Acredita-se que somos multifacetados, exigentes e que vemos coisas onde não exatamente ela estão. Grande parte disso é verdade, e aí está o nosso “plus”. Mas ser designer vai muito além disso.

O nosso olhar enxerga no “simples” da vida algo que deve ser respeitado. As pesquisas para a elaboração de um projeto vão desde seu entorno, a história do que e para quem se vai projetar, entre tantas outras coisas. O respeito pelo que já existe e o que deve ser encarado com as mudanças não são somente requisitos solicitados pelo cliente. Somos nós designers que temos como dever orientá-lo sobre essas mudanças, pois temos condições de ver o quão mudará uma marca ou sua postura diante das mudanças. O cliente nem sempre tem essa percepção ou não consegue enxergar que a mudança em seu projeto existente pode levar até anos para se concretizar.

O óbvio na maioria das vezes não nos interessa, mas a realidade e as mudanças sim. O respeito por uma marca, pela história de um produto e pela sociedade que o consumirá sempre estará em nossas observações, pois projetamos não para nós (portfólio), mas para quem consumirá – o público final.

A pesquisa e o repertório são nossos grandes parceiros nas criações e planejamento nos projetos. Ser designer e não ser pesquisador invoca a qualidade de baixa percepção não só do trabalho a ser realizado quanto da própria profissão em que se está.

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design essencial

Se pararmos, por instantes, a observar os sinais da nossa civilização, veremos que as mudanças de paradigma real estão sendo sinalizadas por toda parte. Mudanças climáticas, escassez de recursos materiais x aumento do consumo e da população (o dobro de 50 anos atrás), difusão da visão planetária-coletiva são alguns dos sintomas que nos convidam a repensar os modelos da sociedade.

Um momento parecido, em outro contexto histórico-filosófico, mas tão oportuno quanto, foi quando ocorreu a Revolução Industrial, que mudou, definitiva e gradativamente, as relações sociais, com o trabalho e o modo de produção, até então artesanal e caracterizado por atividades de ofícios, quase sempre de tradição familiar.

Aquele momento foi caracterizado pela intensificação do processo de urbanização, o qual aumentou a sofisticação da sociedade e acelerou a construção da cultura. O avanço tecnológico, a caracterização da economia como ciência e o surgimento de novas profissões foram alguns dos sinais e das mudanças que caracterizaram aquele ponto de inflexão social e produtiva, as quais foram necessárias para impulsionar a eficiência da produção então demandada e que causaram profundos impactos nos cenários econômicos e sociais desde então.

No caminho da história e até o século XIX os inventos tecnológicos contribuíram para a diminuição das demandas coletivas e para a melhoria na qualidade de vida da sociedade dominante na época. No século XX, no entanto, a tecnologia já supria as demandas de conforto da coletividade e a sociedade de consumo passa a trabalhar para aumentar a demanda individual. Nesse contexto se estabelece o designer, que passou a inventar as coisas para desejos até então inimagináveis. Daí se sustenta a imagem do profissional de design, ainda hoje, como supérfluo, a serviço da elite e como um dos grandes responsáveis pelo aumento dos resíduos do planeta, em função dos produtos descartáveis que projetam.

Mas o mercado alerta, pela primeira vez na segunda metade do século XX, os limites do crescimento impostos por um planeta finito. Desde a Rio 92 – no Brasil! – se consolida o conceito de desenvolvimento sustentável, o qual passa a pautar as agendas de planejamento produtivo de todo o mundo. Não foi à toa…

Neste país, reconhecido pela criatividade e inventividade de sua gente, os profissionais de design ainda se miram no exemplo do velho continente, o qual inventou o supérfluo DEPOIS de ter as necessidades coletivas e essenciais de sua população atendidas.

Vai aqui o convite para olhar a riqueza sob nossos pés e sobre o que é possível para a melhoria do bem-estar da nossa gente.

O mercado interno brasileiro, assim como a nossa natureza, é megadiverso. Nossa sociedade é formada por pessoas de diferentes classes sociais, níveis de formação profissional, estágios de desenvolvimento, cores, tamanhos e acessos. Há clima frio e seco e úmido e quente; indústrias da mais alta tecnologia e qualificação técnica e comunidades extrativistas com produção artesanal; do mais pobre ao mais rico, do mais simples ao mais sofisticado. E somos referência em qualidade de vida! Muitas sociedades se tornaram “cinzas” e desaprenderam como se divertir.

Vivemos em um mundo com mais pessoas e recursos limitados, não há mais espaço para o supérfluo de alguns em detrimento do que é essencial para todos. Estamos em um tempo de ampliar acessos, incluir pessoas e diminuir as coisas, promovendo relações simbióticas para o uso dos recursos e dos espaços.

Se o momento é agora, o lugar é aqui. As oportunidades que se descortinam em um cenário de sustentabilidade futura, sobre o qual todo o mundo se debruça em busca de soluções atualmente, abrem espaço para um novo cliente e uma nova atuação do designer, sendo que a nossa sociedade é um laboratório que sintetiza diversas realidades semelhantes. A solução para um nicho da nossa sociedade certamente caberá para outro país com as mesmas características.

Observar as oportunidades que a nossa população, nosso meio ambiente, nossa forma de viver etc. oferecem à criatividade é um novo horizonte. É preciso rever o atual paradigma e tornar o design benefício de todos e não mais privilegio de alguns.

 

por Fernanda Bocorny Messias via designbrasil.org.br

 

Design thinking e a inovação para empresas que buscam crescimento notável no mercado

Inovação é um assunto recorrente no mercado desde o final dos anos 90. O design, para empresas que o procuram, têm sido uma ferramenta não apenas de solução, mas de investigação de novas possibilidades de mercado.

A Apple é um grande exemplo disso “Você não sacrifica a experiência pelo crescimento; você impulsiona o crescimento a partir da qualidade da experiência.” (JOBS, S. 2009).

Reconhecer onde se encontra um problema é o primeiro passo, mas como compreender onde ele nasceu e o que a empresa pode fazer para não apenas ressignificar o que havia antes de o problema acontecer?

O quadro abaixo mostra o pensamento do design thinking:

Não basta entender o processo como solução de problemas e sim como ele atuará desejavelmente para as pessoas, se tecnologicamente é viável, inclusive para os negócios.

Há hoje uma nova nomeação como “Design Service” onde num exemplo prático empresas e governos articulam o aumento de hospitais, quando se o investimento em qualidade de vida pode modificar o quadro recorrente de doenças que levam os cidadãos a tratarem-se de problemas de saúde que podem ser evitados com melhorias na vida diária.

O design faz pensar, não procura soluções óbvias, aí está o seu diferencial.

As empresas que perceberem que não basta planejamento e estratégia se destacarão no mercado inovando suas marcas, seus produtos proporcionando upgrades pessoais e consequentemente financeiros.

O design foi feito para pessoas, e estas estão prontas para atuar na sociedade no momento em que são atendidas em suas necessidades, assim as empresas se reposicionam e contribuem para que o fator humano seja cada vez mais um diferencial em serviços e marcas.

manual de identidade visual ou brand book?

Os antiquados manuais de logomarca estão mais robustos. Eles ganharam novo nome e agora falam de estratégia

Entre as diversas ferramentas para gestão de marca, o Brand Book tem servido como um instrumento importante para determinar os caminhos estratégicos de uma empresa. Esses livros desenvolvidos por agências de branding e design apresentam a marca como um organismo vivo, com personalidade, linguagem e atributos.

O Brand Book representa uma evolução do tradicional Manual de Utilização de Logomarca, pois além de informar características técnicas, indica as táticas a serem seguidas pela companhia. A Brastemp, por exemplo, ganhou dos livros desenvolvidos pela Tátil Design (foto à esquerda).

Um conta sobre a evolução estratégica da marca, detalhando todo o histórico da Brastemp. E outro fala sobre os ingredientes que irão compor a linguagem visual e verbal da empresa. “Em um livro mostramos a evolução da marca, a essência, os valores consolidados, a parte estratégica, os atributos que devem ser trabalhados e apresentamos o novo conceito – seja autêntico”, explica Roberta Gamboa, diretora de criação da Tátil Design. “O outro diz como a marca vai se comunicar através de seus pilares de relacionamento – gastronomia, moda, design e arquitetura, mostra a linguagem verbal, as tipografias, os tipos de imagens de lifestyle e produtos usados nos materiais de comunicação além de todos os termos técnicos tradicionais que são passados para os parceiros de comunicação para que todos falem a mesma língua e consigam traduzir a imagem da Brastemp verbal e visualmente da mesma maneira”, relata em entrevista ao Mundo do Marketing.

A elaboração dos dois livros envolveu um diretor de criação, um diretor do projeto, três designers gráficos, um designer de produto e um núcleo de estratégia com duas pessoas. Segundo Roberta, o trabalho foi desenvolvido em parceria com a equipe da Multibrás (controladora da Brastemp) e levou um ano para ficar pronto. Isso porque a marca precisava mostrar com maior clareza o novo posicionamento.

Catalisador do valor da marca

A mudança estratégica, aliás, é um dos momentos mais indicados para a elaboração de um Brand Book. Foi assim com Gradiente no trabalho desenvolvido pela Ana Couto Branding & Design (ACDB), que também elaborou um livro. “Todos devem conhecer e entender os valores da marca”, ressalta Danilo Cid, Diretor de Design da ACDB. “Por isso o brand book é um grande otimizador de esforços e multiplicador do valor da marca”, diz ao Mundo do Marketing.

A construção do livro para Gradiente também envolve um trabalho intenso com a empresa e ficou pronto em oito meses. Segundo Danilo Cid, o Brand Book é instrumento de gestão de marca. “Não é só regras para aplicações, mas sim os atributos que direcionam como ela vai se comunicar, fala de experiência de marca, da personalidade e das estratégias”, informa.

A unificação do DNA da marca também é um bom motivo para a criação desses livros. A Packaging Design e Comunicação desenvolveu um manual para a Ziploc em que informa as diretrizes para garantir a correta aplicação nas embalagens de toda a América Latina. “Num projeto de identidade visual corporativa, o rigor na aplicação da marca é fundamental para garantir a comunicação dos valores da empresa”, garante Maria Luz Schneider, diretora de criação da Packaging Design e Comunicação.

com informações do Mundo do Marketing

o design nas aberturas de filmes e séries

A série Mad Men – muito Saul Bass!

A perfect Stranger de James Foley

Cassino de Martin Scorsese , este foi Saul Bass

The man with a golden arm de Otto Preminger – Outra do diretor de arte Saul Bass

A Via Láctea da designer Carla Caffé

 

continua…

Dzi buquis

Os livros para Moema Cavalcanti, uma das maiores designers de livro do país com opiniões de quem fez e faz a história do livro no Brasil e no mundo!

Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros.
Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive, a sua própria história.
Bill Gates.

 

Os livros nos dão conselhos que os amigos não se atreveriam a nos dar.
Samuel Smiles

 

Meu primeiro livro foi o mapa do Brasil.
Heitor Villa-Lobos

 

Há livros de que apenas é preciso provar, outros têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam,
por assim dizer, tão indispensáveis que é preciso mastigar e digerir.
Francis Bacon

 

A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.
André Maurois

 

A vida ideal consiste em ter bons amigos, bons livros e uma consciência sonolenta.
Mark Twain

 

Livros são os mais silenciosos e constantes amigos,
os mais acessíveis e sábios conselheiros e os mais pacientes professores.
Charles W. Elliot

De três coisas precisa o homem para ser feliz: benção divina, livros e amigo.
Henri Lacordaire

 

Ler é melhor do que estudar.
Ziraldo

 

O mundo é um belo livro, mas com pouca utilidade para quem não sabe ler.
Carlo Goldoni

 

Nave melhor do que um livro, para viajar longe, não há.
Emily Dickinson

 

Os livros têm os mesmos inimigos que o homem:
o fogo, a umidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo.
Paul Valéry

 

 

Livros e solidão: eis o meu elemento.
Benjamin Franklin

Acho a televisão muito educativa. Todas as vezes que alguém
liga o aparelho, vou para outra sala e leio um livro.
Groucho Marx

 

Le livre d’éléphant est très joli.
O livro do elefante é um tijolinho.
Tradução livre do meu pai

 

O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura.
Uma vez inventados, não podem ser aprimorados.
Umberto Eco

De uns tempos pra cá, uma certa inquietação me invade e a pergunta não cala:

 

Alguém, em sã consciência, trocaria todos os seus livros por um E-Book Reader?

 

Eu tenho cá minhas dúvidas:

Se dermos um livro de presente a um amigo, onde vamos escrever a dedicatória?
Onde vamos colar os ex-libris?
Podemos usar nossos lindos marcadores de página?
E as anotações e grifos que fazemos (a lápis) nas páginas quando lemos um verso encantador,
uma passagem que nos relembra algo, como faremos?
E o cheiro do papel, da cola, da tinta?
O que eu colocaria nas minhas estantes vazias: xampus, sabonetes, hidratantes ou açúcar, feijão, arroz e goiabada?

Outro dia cochilei na frente da TV (normal… acontece com todo mundo).
Acordei com a Bispa Sonia Hernandez dizendo:
– Jesuuuzzz é uma coisa quentchinha!

Desculpe D. Bispa, mas pra mim isso é melhor pra definir livro do que Jesús…

Estou me sentindo meio assim, ó:

 

 

Não sou louca de enfrentar o mundo e ser contra o livro eletrônico, mas só vou comprar um quando ele for quentinho e tiver cheiro de livro. 

Esse presentinho de hoje
é dedicado à minha amiga
Sonia Junqueira

Moema Cavalcanti
Imagens do Tio Gúgô

 

Fonte: http://www.agitprop.com.br

 

arcade fire by Alex Trochut

Poster do  designer e tipógrafo Alex Trochut para a banda Arcade Fire.

Material?  Jeans, bordado e alvejante. Luxo!

com informações da ABC Design.

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